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Joanna de Ângelis

Joanna de Ângelis

Joanna de Ângelis se insere, sem sombra de dúvida, entre os grandes benfeitores da humanidade, e, neste momento, por esta e por outras tantas razões, desenvolvemos este humilde trabalho literário-biográfico, para que possam aqueles que ainda não conhecem as histórias de vidas passadas da nossa mentora espiritual tenham este primeiro contato e, posteriormente, possam aprofundar-se e mirar-se em seus exemplos, se assim vos aprouver.
São as histórias resumidas sobre cada uma das quatro reencarnações de Joanna de Ângelis de que se tem conhecimento, em espaços/tempos diferentes da era cristã. Leia a seguir:
JOANA DE CUSA
A primeira das encarnações de Joanna delas é que ela foi uma das mulheres seguidoras de Jesus de Nazaré, tendo estado, inclusive, entre aquelas que aguardavam à porta do Santo Sepulcro, quando este foi constatado vazio, na Páscoa. Seu nome era Joana de Cusa e

Joanna

Joanna de Ângelis se insere, sem sombra de dúvida, entre os grandes benfeitores da humanidade, e, neste momento, por esta e por outras tantas razões, desenvolvemos este humilde trabalho literário-biográfico, para que possam aqueles que ainda não conhecem as histórias de vidas passadas da nossa mentora espiritual tenham este primeiro contato e, posteriormente, possam aprofundar-se e mirar-se em seus exemplos, se assim vos aprouver.

São as histórias resumidas sobre cada uma das quatro reencarnações de Joanna de Ângelis de que se tem conhecimento, em espaços/tempos diferentes da era cristã. Leia a seguir:

JOANA DE CUSA

A primeira das encarnações de Joanna delas é que ela foi uma das mulheres seguidoras de Jesus de Nazaré, tendo estado, inclusive, entre aquelas que aguardavam à porta do Santo Sepulcro, quando este foi constatado vazio, na Páscoa. Seu nome era Joana de Cusa e era casada com importante político da região, que não aceitava a posição religiosa da esposa.

Após enviuvar, tendo ficado ficou sem recursos financeiros e, portanto, tendo precisou que trabalhar, para o seu sustento e o de seu filho, nos mais humildes afazeres domésticos e cuidando dos filhos de outras mães.

Mais tarde, com seu filho já rapaz, ambos foram sacrificados na fogueira, porque ela não renegou a sua crença e o seu amor pelo Cristo, filho de Deus.

Joana de Cusa é mencionada no Evangelho Segundo São Lucas:

  • Capítulo 8, “As piedosas mulheres”:

“E aconteceu depois, que Jesus caminhava por cidades e aldeias pregando, e anunciando o reino de Deus: e os doze com ele. 2 E também algumas mulheres, que ele tinha livrado de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, que se chama Madalena, da qual Jesus havia expelido sete demônios, 3 e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Susana, e outras muitas, que lhes assistiam de suas posses.”

  • Capítulo 24, “Ressurreição de Jesus Cristo”:

“Mas no primeiro dia da semana vieram muito cedo ao sepulcro, trazendo os aromas que haviam preparado. 2 E acharam que a pedra estava revolvida do sepulcro. 3 Entrando depois dentro, não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4 E aconteceu que estando por isso consternadas, eis que apareceram junto delas dois homens vestidos de brilhantes roupas. 5 E como estivessem medrosas, e com os olhos no chão, disseram para elas: Por que buscais entre os mortos ao que vive? 6 Ele não está aqui, mas ressuscitou; lembrai-vos do que ele vos declarou, quando ainda estava na Galiléia,  7dizendo: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e que seja crucificado, e que ressuscite ao terceiro dia. 8 Então se lembraram elas de suas palavras. 9 E tendo voltado do sepulcro, contaram todas estas coisas aos onze, e a todos os mais. 10 E as que referiam aos apóstolos estas coisas eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as demais que estavam com elas. 11 Mas os que as mulheres lhes diziam, pareceu-lhes um como desvario, e não lhes deram crédito. 12 Ainda levantando-se Pedro, correu ao sepulcro, e abaixando-se viu só os lençóis ali postos, e retirou-se admirando consigo mesmo o que sucedera.”

DISCÍPULA DE FRANCISCO DE ASSIS
Posteriormente, por volta do século XIII, na Itália, teria sido uma das seguidoras de Clara de Assis, fundadora da Ordem das Clarissas. É sabido que Francisco de Assis é tema constante na obra de Joanna de Ângelis, mas pouco nos é dado a saber desta sua vida terrena
SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ
No século XVII (1651) reiencarnou no México com o nome de Juana de Asbaje Y Ramirez de Santillana.
Sabe-se que aos 05 anos de idade já fazia versos e chegou a vestir-se com roupas masculinas a partir dos 12 anos, já pensando em, mais tarde, poder frequentar a Universidade, já que, na época, esta era destinada apenas aos rapazes endinheirados.
Prodigiosa, aos 13 anos foi para a corte do Marquês de Mancera, a convite deste, como dama de companhia de sua esposa, e aos 16 decidiu ingressar na ordem de São Jerônimo da Conceição, tornando-se Sóror Juana Inés de La Cruz. Aí Então se dedicou a Deus, às letras e às ciências.
Possuidora de uma cultura extraordinária, escreveu inúmeras poesias e ensaios de todos os gêneros, musical inclusive, e por isso ficou conhecida pela alcunha de “Monja da Biblioteca”, cuja sabedoria atraía a atenção de estudiosos ilustres, –  não só daquela localidade, mas também do exterior.
Aos 44 anos foi arrebatada dessa vida, não sem antes lutar exaustivamente em socorro das suas irmãs religiosas, que padeciam da epidemia de peste que se instalou naquela região.
SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS
No final daquele mesmo século, cerca de 66 anos após o seu último desencarne, Joanna de Ângelis renasceu no Brasil, em Salvador, Bahia, no seio de uma família de grandes posses, com o nome de Joana Angélica. e aAos 21 anos ingressou no Convento da Lapa, como franciscana, onde passou a ser chamada Sóror Joana Angélica de Jesus, chegando a atingir o posto máximo de Abadessa, em 1815.
Após defender bravamente o Convento e a virtude daquelas que ali habitavam, em 20 de fevereiro de 1822 ela foi assassinada por soldados que se insurgiram contra a Independência do Brasil.
NA ESPIRITUALIDADE
Na espiritualidade, sabe-se que Joanna de Ângelis fez parte da equipe do Espírito da Verdade no trabalho de implementação da Doutrina Consoladora neste mundo, deixando mensagens assinadas como “Um Espírito Amigo”, conforme se pode constatar no Evangelho Segundo o Espiritismo, codificado por Allan Kardec, no Capítulo IX.7, “A Paciência” e no Capítulo XVIII. 15, “Ao que tem se lhe dará”:
  • “A Paciência” UM ESPÍRITO AMIGO, Havre, 1862
“A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo-poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no Céu.
Sede pacientes, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei da caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e conseqüentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho, para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência. A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bençãos são mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra. Coragem, amigos: o Cristo é vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinha de que se acusar, enquanto tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos: esta palavra resume tudo.”
  • “Ao que tem se lhe dará” UM ESPÍRITO AMIGO Bordeaux, 1862
“ ’Dá-se ao que já tem e retira-se ao que não tem..’ Meditai sobre esses grandes ensinamentos, que quase sempre vos pareceram paradoxais. Aquele que recebeu é o que possui o sentido da palavra divina. Ele a recebeu porque esforçou-se para fazer-se digno, e porque o Senhor, no seu amor misericordioso, encoraja-lhe os esforços em direção ao bem. Esses esforços contínuos, perseverantes, atraem as graças do Senhor. São como um ímã, que atraísse as melhoraes progressivas, as graças abundantes, que vos tornam fortes para a subida da montanha sagrada, em cujo cume encontrareis o repouso que sucede ao trabalho.
‘Tira-se àquele que nada tem, ou que tem pouco.’ Tomai isto como um ensino figurado. Deus não tira das suas criaturas o bem que se dignou conceder-lhes. Homens cegos e surdos! Abri vossas inteligências e vossos corações; procurai ver pelo espírito; compreendei com a alma; e não interpretai de maneira grosseiramente injusta as palavras daquele que fez resplandecer aos vossos olhos a justiça do Senhor! Não é Deus quem retira daquele que pouco havia recebido, mas é o seu próprio Espírito que, pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem, e aumentar, fecundando-a, a migalha que caiu no seu coração.
O filho que não cultiva o campo que o trabalho do pai conquistou, para deixar-lhe de herança, vê esse campo cobrir-se de ervas daninhas. Será o seu pai quem lhe tira as colheitas que ele não preparou? Se ele deixou a sementeira morrer nesse campo, por falta de cuidado, deve acusar seu pai pela falta de produção? Não, não! Em vez de acusar aquele que tudo lhe deu, como se lhe houvesse retomado os bens, deve acusar-se a si mesmo, que é o verdadeiro responsável pela sua miséria, e arrependido e ativo entregar-se corajosamente ao trabalho. Que arroteie o solo ingrato, com o esforço de sua própria vontade; que o lavre o mundo, com a ajuda do arrependimento e da esperança; que nele atire, confiante, a semente que escolheu como boa entre as más; que o regue com o seu amor e a sua caridade; e Deus, o Deus de Amor e Caridade, dará àquele que já tem. Então, ele verá os seus esforços coroados de sucesso, e um grão a produzir cem, e outro, mil. Coragem, trabalhadores! Tomai as vossas grades e charruas; arroteai os vossos corações; arrancai deles o joio; semeai a boa semente que o Senhor vos confia, e o orvalho do amor os fará produzir os frutos da caridade.”